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Café Poesia

Um pouco de poesia com cheirinho a café

Novos #3 Memórias

Ilustração de Pacaud Julien

 

 

Recordo como o teu cheiro se entranhava

Na minha roupa, como me atordoava

A alma e me corrompia o pensamento

E o discernimento de escolher para mim.

 

Revejo fotos, limpo os olhos das lágrimas,

Martelo a alma e culpo o corpo,

Da cobardia de outrora, da falta de estima,

Da tentativa falhada de ser feliz.

 

Tropeço agora em ti por acidente,

Recordo por isso as alegrias e os choros

Que à noite perigosamente me trazias.

Todos os sonhos que inconscientemente desfazias.

 

Pergunto-me o que é que será de ti.

 

ano: 2016

Novos #2 Rua da saudade

Ilustração de Emanuel Mirel Ologeanu

 

 

Moro na rua das despedidas,

Onde lágrimas, beijos e abraços se trocam,

E tocam nos corações de quem recebe

Palavras verdadeiramente sentidas.

 

Moro na rua da esperança,

Onde os que vão, esperam voltar,

Onde o que ficam, desejam que os outros voltem,

E onde os que partem para não mais voltar,

Ficam eternamente na lembrança daqueles amam.

 

Moro na rua dos sentidos,

Onde o toque vale mais que o olhar,

Onde as palavras ganham vida e alimentam

O coração dos que partem a chorar.

 

Moro na rua da amizade,

E todos os dias vão e vêm,

Aqueles que julgam sempre terem de partir,

Mesmo que partindo adoeçam com uma tal de saudade.

 

ano: 2016

Novos #1 Utopia

E parece que relembrar poesias passadas me fez sentir um bichinho que me disse palavras ao ouvido que me fizeram querer escrever qualquer coisa tonta. Pode ser um bom princípio, o início de uma nova era. Estar bem e querer escrever poesia não é normal, mas espero que seja para querer ficar. Espero que gostem.

 

Pintura de Vishnu Pawan

 

 

Desejo tocar-te...

Não te posso tocar!

 

Desejo beijar-te...

Não te posso beijar!

 

Sentes?

Queres?

Mesmo que sintas e queiras, também não podes.

 

Não me podes tocar, 

Como eu não te posso tocar...

 

Não me podes beijar,

Como eu não te posso beijar...

 

Só me podes desejar em segredo,

Como eu só te posso desejar em segredo.

Assim nunca saberemos, nem tu nem eu,

Dos desejos que talvez nos possam unir,

Das vontades que talvez possamos sentir...

 

Da utopia vivo,

Pela utopia te desejo e beijo em sonhos.

Da utopia vivo,

Pela utopia te arranho e te agarro em sonhos.

Pela utopia...

Não por ti...

Porque eu não te posso beijar ou desejar,

Porque eu não te posso sentir ou agarrar.

Pela utopia...

Desejo-te pela utopia...

Não por ti!

 

ano: 2016

Café Poesia 500px.png

Ilustração de Sophie Griotto

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